REVIEW | Star Wars: Tatooine Ghost, Troy Denning


Título: 
Star Wars: Tatooine Ghost
Autor: Troy Denning
Ano de Publicação: 2003
Sinopse: The deaths of Darth Vader and Emperor Palpatine by no means spelled the end of the Empire. In the aftermath, the New Republic has faced a constant struggle to survive. Now a new threat looms: a masterpiece of Alderaanian art—lost after the planet’s destruction—has resurfaced on the black market. It conceals a vital secret—the code used to communicate with New Republic agents undercover within the Empire. Discovery by Imperial forces would spell disaster. The only option is recovery—and Han, Leia, Chewbacca, and C-3PO have been dispatched to Tatooine to infiltrate the auction.

Depois de tantas emoções em torno do novo filme não consegui sair deste mundo e rever parte de A New Hope não provou ser o suficiente desta vez. Portanto tive que ser engenhosa, de modo a conseguir ter algo novo vindo de uma galáxia muito distante. É nestas alturas que um fã agradece a existência de todo um mundo criado a partir de um já conhecido, que explora as personagens e situações para além daquilo que é visto no ecrã.

A grande controvérsia acerca do Expanded Universe de Star Wars encontra-se entre aqueles que consideram como canon aquilo que é escrito e aqueles que consideram os seis filmes de George Lucas como o canon absoluto. A verdade é que, com o ocasional problema de continuidade, os produtos tiveram que ser aprovados pela Lucasfilm e, consequentemente, oficializados para entrar nesta expansão. Para terminar esta discussão, a partir de abril de 2014, todo o novo material tem apenas como critério indispensável o facto de não ser originado exclusivamente no EU, ou seja, a trilogia original e prequelas e outros filmes e séries oficiais têm obrigatoriamente que servir de base.

Não obstante, é importante não esquecer que o EU foi criado com a intenção de fazer crescer e dar mais profundidade a este mundo, e creio ser esta a ideia que as pessoas deveriam seguir, sem terem a preocupação do que é “real”. Pessoalmente também tenho dificuldades em aceitar como canon o que não é visto em filme, uma vez que, sendo um mundo tão grande, em constante crescimento, e feito por tantas pessoas diferentes não necessariamente ligadas à produção de Star Wars, parece-me complicado manter algo sem contradições e discrepâncias entre trabalhos. Contudo, não é por esta razão que vou deixar de conhecer a visão de um ou outro autor e congratular o livro ou refilar em como o mesmo falhou redondamente em escrever as personagens que tanto adoramos. (Vamos ser sinceros e afirmar que a única diferença entre isto e fanfiction é que uns são pagos e outros não.)

Posto isto, – alguém me cale que já perdi os poucos visitantes que temos nesta divagação! – Tatooine Ghost é a minha estreia no Expanded Universe. De um modo simples, é uma aventura pós-Return of the Jedi que leva o leitor de volta às areias do deserto de Tatooine na companhia de Han e Leia Solo, Chewbacca e C3PO para recuperar uma obra-prima de Alderaan – Killik Twilight – que contem um dispositivo vital à comunicação entre a Nova República e os seus espiões espalhados pelo Império. Mas como nada é fácil quando estamos a falar deste quarteto, ou seja, não basta chegar ao leilão e comprar o quadro de volta, damos por nós a combater o calor insuportável do deserto enquanto fugimos de tropas imperiais e Sand People. Para tornar tudo mais cativante, a Força manifesta-se em Leia através de visões que esta tenta ignorar.

Porém, toda esta acção à qual Star Wars sempre nos habituou serve de pano de fundo para o que eu acho ser a parte mais interessante da história: Leia reconciliar a ideia que tem do pai como o implacável Darth Vader com Anakin Skywalker, o rapaz que ganhou a sua liberdade na corrida de Boonta Eve e que foi amado pela mãe e amigos e, consequentemente, a sua própria relação com a Força. Sem rodeios, Leia foi torturada por Vader, seja quando viu o seu planeta explodir ou quando Vader congelou Han e tentou matar Luke. O Jedi que iria trazer balanço à galáxia desapareceu no momento em que Anakin escolheu o “dark side”. Com tudo isto na sua memória, Leia não consegue conformar-se com todo o carinho que vê e sente transbordar das pessoas sempre que mencionam Anakin e, na sua vida pessoal, nega a si e a Han a construção de uma família com descendência de sangue, pois teme, com o poder da Força tão acentuado na sua família, que os seus filhos tomem o mesmo caminho de Vader. Com a ajuda do diário holográfico que Shmi Skywalker manteve quando Anakin partiu com Qui-Gon Jinn, a luta interior pela qual Leia passa de modo a compreender quem realmente era o pai é fascinante, pois não ignora ou perdoa de modo algum os seus actos, nem mesmo quando Leia aceita que Anakin nem sempre foi impiedoso e cruel ou percebe qual o ponto de viragem na sua vida, mas comprova que o próprio Darth Vader foi um menino escravo como outro qualquer em Tatooine antes de tomar uma direcção que acabou por corromper-lhe a alma.

Os pontos fortes de Tatooine Ghost, para além de mostrar a relação sólida de Han e Leia, são o modo como une as prequelas à trilogia original e ao futuro, demonstrando a necessária correlação entre os acontecimentos passados com o que poderá acontecer no futuro, e como o leitor vê Leia a aceitar a sua linhagem, não só no conhecimento de Anakin através dos olhos e do amor incondicional da avó, mas também no vínculo que tem com a Força. Qual comboio de emoções por ver a família Skywalker toda junta de certa forma.
Concluindo? Ninguém gosta mais de estar casado do que Han Solo gosta de estar casado com Leia Organa.

Creio que, como estreia, este livro ajudou a que tivesse curiosidade em continuar a viagem pelo Expanded Universe, embora que, por enquanto, apenas em livros que tenham como foco o trio original ou apenas a melhor Princesa (da Disney?!). Até Dezembro deve ser suficiente, certo?

★★★☆☆

Roslin

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