Perdidas numa Galáxia Distante

As reviews têm ficado a meio. Os filmes são vistos e admirados, mas o cérebro não passa dos pontos de exclamação, caso tenhamos gostado, ou de interrogação, caso questionemos o tempo perdido. Está um post de Crimson Peak há um mês nos rascunhos. A quantidade acumulada de episódios e séries inteiras até mete medo. Janeiro vai ser forte nas maratonas. Os livros ainda são aqueles que escapam, embora sejam apenas os relacionados com a faculdade e esses são demasiado aborrecidos. Esta coisa de partilha e de desenvolvimento de pensamento cinematográfico e literário está complicada. Entretanto cria-se um vácuo aqui dentro.

Dito isto, a ausência faz-se sentir, mas estamos vivas. Não sei durante quanto tempo exactamente, uma vez que vamos ver The Force Awakens amanhã e o corpo está em modo automático para qualquer actividade do quotidiano. O cérebro já não processa mais nada além da contagem decrescente de horas. O trautear da música de John Williams já é feita inconscientemente e o YouTube já não é necessário para ver o trailer, porque todos os frames estão decorados. Precisamos de uma explicação acerca do tumulto emocional que sucede dentro de nós no aparecimento da Millennium Falcon ao som do tema romântico do Han Solo e da Princesa Leia com o Harrison Ford a dizer: “It’s real. All of it.”. Não é só aquela explicação rápida à Rey e ao Finn acerca deste mundo carregado de mitologia. Tal como o “Chewie, we’re home” do primeiro teaser, é um reconhecimento de tudo que envolve Star Wars e, sobretudo, um abraço de um amigo perdido que se volta a reencontrar aos fãs.

Sabem o que tem tido bastante piada e que é uma novidade para esta humilde serva e amante de cultura pop? A tentativa hercúlea de ficar afastada de spoilers ou “imagens exclusivas do novo episódio galáctico” e limitar-me a um teaser e um trailer. Nunca os social media e os seus auto-plays testaram tanto a minha paciência. Mas está quase!

O filme mais antecipado de 2015 encontra-se ao virar da esquina e pronto para quebrar mais recordes. De lembrar que a pré-venda de bilhetes foi arrebatadora, não apenas no dinheiro que acumulou, mas provavelmente também na quantidade de vezes que o F5 foi pressionado para ver se a bilheteira funcionava naquele que já era um crash que a população previa há muito muito tempo. Esperemos que o resto seja igualmente bem sucedido. As reacções que têm surgido apontam para isso.

Pedimos pouco na carta ao Pai Natal. Pedimos o sentimento e o espectáculo da trilogia original misturada com as novas histórias. Estamos todos mais adultos e maduros, por isso pedimos, não o regresso de Jedi à infância, mas uma continuação dessa aventura que faça justiça a esta religião que todos seguimos. Queremos celebrar os Jedi e os Sith (e agora os Knight of Ren); o som de lightsabers e blasters; princesas líderes da rebelião que se apaixonam por contrabandistas com um coração de ouro; heróis que agarram em lightsabers pela primeira vez ao contrário; co-pilotos que são carpetes andantes, dróides de protocolo e astromecânicos; pilotos de X-Wing, stormtroopers sem razões para lutar e raparigas que caçam tesouros dentro de Star Destroyers. Queremos ouvir as histórias e ver as pessoas que viveram isto em 1977 e anos seguintes e ficaram apaixonados pelas estrelas; ser testemunhas da nova geração de adoradores que vão fazer o seu primeiro voo numa galáxia distante. Queremos o filme que esperámos a vida toda. Queremos celebrar Star Wars.

May the force be with you!

Mas, acima de tudo, que a força esteja com este Episódio VII. Os fãs merecem.

Roslin

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3 thoughts on “Perdidas numa Galáxia Distante

  1. Adorei o texto! também me mantive o máximo possível longe de spoilers e as musicas de John Williams estão em loop no meu Spotify :) O filme foi maravilhoso, já o consegui ver duas vezes e parece que cada vez gosto mais!

    Aproveito para desejar um natal galáctico e muitas leituras ;)

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    1. Como eu compreendo esse loop! John Williams nunca falha. Partilho da tua opinião do filme. Consegui viver um reboliço de emoções nunca antes visto e que só poderia acontecer ao ver um novo Star Wars. É bom saber que a magia não se perde na segunda visualização. Eu ainda vou ver a segunda vez para ter a certeza (só desculpas para ver novamente!) e ter em Janeiro uma review que seja mais do que pontos de exclamação.
      VIVA ESTA GALÁXIA MUITO MUITO DISTANTE E MERRY SITHMAS ;)

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