ÓSCARES 2016 | Apostas Amigáveis

The 85th Academy Awards® will air live on Oscar® Sunday, February 24, 2013.

No dia da 88ª cerimónia dos Prémios da Academia, decidimos voltar ao blog com as nossas apostas para este ano. Vamos ficar pelas apostas amigáveis porque acertar nos vencedores dos Óscares consegue ser uma tarefa tão difícil quanto só escolher um favorito. O esquema é simples: vamos ter as categorias e só deixamos ficar o nome no qual apostamos. Quem acertar mais recebe um chocolate.

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Perdidas numa Galáxia Distante

As reviews têm ficado a meio. Os filmes são vistos e admirados, mas o cérebro não passa dos pontos de exclamação, caso tenhamos gostado, ou de interrogação, caso questionemos o tempo perdido. Está um post de Crimson Peak há um mês nos rascunhos. A quantidade acumulada de episódios e séries inteiras até mete medo. Janeiro vai ser forte nas maratonas. Os livros ainda são aqueles que escapam, embora sejam apenas os relacionados com a faculdade e esses são demasiado aborrecidos. Esta coisa de partilha e de desenvolvimento de pensamento cinematográfico e literário está complicada. Entretanto cria-se um vácuo aqui dentro.

Dito isto, a ausência faz-se sentir, mas estamos vivas. Não sei durante quanto tempo exactamente, uma vez que vamos ver The Force Awakens amanhã e o corpo está em modo automático para qualquer actividade do quotidiano. O cérebro já não processa mais nada além da contagem decrescente de horas. O trautear da música de John Williams já é feita inconscientemente e o YouTube já não é necessário para ver o trailer, porque todos os frames estão decorados. Precisamos de uma explicação acerca do tumulto emocional que sucede dentro de nós no aparecimento da Millennium Falcon ao som do tema romântico do Han Solo e da Princesa Leia com o Harrison Ford a dizer: “It’s real. All of it.”. Não é só aquela explicação rápida à Rey e ao Finn acerca deste mundo carregado de mitologia. Tal como o “Chewie, we’re home” do primeiro teaser, é um reconhecimento de tudo que envolve Star Wars e, sobretudo, um abraço de um amigo perdido que se volta a reencontrar aos fãs.

Sabem o que tem tido bastante piada e que é uma novidade para esta humilde serva e amante de cultura pop? A tentativa hercúlea de ficar afastada de spoilers ou “imagens exclusivas do novo episódio galáctico” e limitar-me a um teaser e um trailer. Nunca os social media e os seus auto-plays testaram tanto a minha paciência. Mas está quase!

O filme mais antecipado de 2015 encontra-se ao virar da esquina e pronto para quebrar mais recordes. De lembrar que a pré-venda de bilhetes foi arrebatadora, não apenas no dinheiro que acumulou, mas provavelmente também na quantidade de vezes que o F5 foi pressionado para ver se a bilheteira funcionava naquele que já era um crash que a população previa há muito muito tempo. Esperemos que o resto seja igualmente bem sucedido. As reacções que têm surgido apontam para isso.

Pedimos pouco na carta ao Pai Natal. Pedimos o sentimento e o espectáculo da trilogia original misturada com as novas histórias. Estamos todos mais adultos e maduros, por isso pedimos, não o regresso de Jedi à infância, mas uma continuação dessa aventura que faça justiça a esta religião que todos seguimos. Queremos celebrar os Jedi e os Sith (e agora os Knight of Ren); o som de lightsabers e blasters; princesas líderes da rebelião que se apaixonam por contrabandistas com um coração de ouro; heróis que agarram em lightsabers pela primeira vez ao contrário; co-pilotos que são carpetes andantes, dróides de protocolo e astromecânicos; pilotos de X-Wing, stormtroopers sem razões para lutar e raparigas que caçam tesouros dentro de Star Destroyers. Queremos ouvir as histórias e ver as pessoas que viveram isto em 1977 e anos seguintes e ficaram apaixonados pelas estrelas; ser testemunhas da nova geração de adoradores que vão fazer o seu primeiro voo numa galáxia distante. Queremos o filme que esperámos a vida toda. Queremos celebrar Star Wars.

May the force be with you!

Mas, acima de tudo, que a força esteja com este Episódio VII. Os fãs merecem.

Roslin

ESPECIAL HALLOWEEN | Vampiros, Paródias e a Valsa

Nosferatu-3

Estamos naquela época em que parece que estamos a viver as quatros estações do ano durante um único dia. É o calor da tarde, a chuva repentina acompanhada pelo vento e o frio nas altas horas da madrugada que se prolonga até de manhã. Contudo, mesmo que ainda não andemos com as camisolas de lã e a queixar-nos do quanto elas incomodam, com a mudança da hora afirmou-se a época da bebida quente e da manta no canto do sofá. É o final de Outubro! É tempo de abóboras! É Halloween! E como não celebro à moda americana e prefiro castanhas, celebro à moda Rabo-no-Sofá com obras cinematográficas pouco assustadoras que já fazem parte do meu leque de preferências para (todo o ano) esta época desde criança e, sinceramente, caso a meteorologia esteja contra a população de Portugal, este género de celebração é bastante mais… seco e confortável.

Nosferatu, F. W. Murnau (1922)
Ninguém é um verdadeiro amante de terror se ainda não viu esta autêntica referência do género. Não venham com desculpas de ser um filme antigo, a preto e branco e sem os efeitos especiais a que agora estão habituados. É claro que a reacção que temos na actualidade não é igual à que o mundo teve da primeira vez que viu, mas sintam a atmosfera sombria, observem o jogo de sombras e luzes, os cenários acabados de sair de um pesadelo de qualquer humano, o terror nos símbolos e acontecimentos sobrenaturais. Olhem para o magnífico Conde Orlok de Max Schreck e digam se não sentem um arrepio no fundo da espinha. É aterrador na sua maquilhagem exagerada, grotesco na sua fisionomia com dedos compridos e orelhas pontiagudas. Nosferatu faz parte do movimento cinematográfico que, por alguma razão, conseguiu encher todo o meu coração de amadora de cinema, o Expressionismo Alemão e, por isso mesmo, além de uma cópia do que se tornaria um clássico da Literatura, é, acima de tudo, o retrato da inquietude e descontentamento vividos por uma sociedade que colapsou após a Primeira Guerra Mundial. É uma obra que une o histórico à fantasia oferecendo um estudo psíquico da população alemã e calafrios aos seus espectadores.* Um perfeito filme de terror por tudo aquilo que carrega em cima dos seus ombros.

E quem é que não aprecia uma bela adaptação não autorizada? Os herdeiros de Bram Stoker pelos vistos não. Chill. Antes de haver um homem à procura de sangue novo em terras inglesas já tinha existido uma rapariga que fazia anagramas com o seu nome para passar despercebida durante anos e continuar a saltar de quarto em quarto a beber sangue. Façam um favor a vocês próprios: peguem nas pipocas e prezem uma das obras-primas de Murnau.

* Grandma, how pretentious you sound…

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