ESPECIAL HALLOWEEN | Vénia a Tim Burton e uma visita do Drácula

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Qualquer Halloween que se preze na minha vida, ou Dia das Bruxas se preferirem assim, não pode passar sem revisitar (e cantar) alguns dos meus filmes preferidos. Com pipocas, gomas e uma manta quentinha, isto sim é o Paraíso onde se vêem filmes que causam medo.

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Literatura e o Mundo Digital

Ou 5 Razões Para Escolher Ebooks , 3 Para Escolher Livros e Um Grande “Que Raio Isso Interessa Desde Que Leia” Ao Mundo

A eterna luta. Esta discussão já deu e continua a dar pano para mangas e ninguém chega a conclusões. Ou será que não há conclusões a chegar? Temos duas escolas de pensamento: as pessoas que apoiam os livros digitais e são acusadas de não apreciar a literatura no seu verdadeiro sentido e as pessoas que apenas lêem livros físicos e são chamadas de puristas e de não quererem avançar com os tempos. Eu estou aqui no meio, com uma bandeira branca, proprietária orgulhosa de prateleiras cobertas de livros (e pó), posicionados nas mais variadas maneiras de modo a retirar o maior proveito do espaço, e de um Kobo Aura com um cartão de 32GB, protegido de riscos e possíveis quedas por uma capa roxa linda vinda directamente da Escócia. Não tenho qualquer tipo de autoridade para falar, simplesmente aprecio as duas formas de ler e compreendo (até certo ponto) cada lado da equação. Isto, bem, roubando descaradamente as palavras de Will Graham que tão cedo nos abandonou com o seu namorado canibal, “this is my design”.

A piada é que comecei este post quando dei por mim a ter dificuldades em ler The Name of the Wind de Patrick Rothfuss, uma das maiores obras do género de Fantasia do momento. Ênfase na palavra “maiores”, uma vez que pode ainda não ter o mesmo número de livros da saga A Song of Ice and Fire do estimado George R. R. Martin, mas os leitores/seguidores já são muitos e os livros têm uma quantidade significativa de páginas para o seu tamanho pocket e a sua fonte de tamanho reduzido. Por isso, não. Não estou a ler esta obra pela qual esperei imenso tempo e que o widget tão orgulhosamente exibe no lado esquerdo desta página. Está a mentir com todo o código HTML que tem, porque eu, leitora destemida que grita aos sete ventos “quanto maior, melhor”, não estava a ajeitar-me com o livro.

Vamos tirar uma coisa a limpo antes de iniciar as divagações: sou adepta de tecnologias. Digo ser algo que está no meu sangue, intrínseco no meu ser. Porquê? Já olharam bem para a quantidade de avanços tecnológicos que a primeira fornada dos anos 90 teve de levar em cima? Mal houve tempo para respirar! Ainda ontem usava o Windows 98 e agora estou a habituar-me ao 8.1. O meu primeiro telemóvel que só o queria por causa do jogo do Snake e que trabalhava melhor que o meu chamado Smarthphone (Slowphone, digamos). A minha Playstation 1 de design horrível mas com uma carrada de memórias está guardada e agora vejo crianças com uma Playstation Qualquer-Coisa de um lado para o outro, sem saberem o que foi um GameBoy Color roxo transparente, causador de acidentes contra postes no meio de passeios. Esta última parte até devem ser capazes de entender. Se disser que houve uma altura em que a internet e o telefone estiveram ligados e que era uma confusão danada para manter uma ligação estável não vão acreditar. Disquetes? Não quererás dizer o botão save do Word? A magia criada pelas mãos humanas. É maravilhoso observar isto tudo. É uma roda viva.

“Artoo”, em homenagem a R2D2: Kobo Aura

Ora, isto é importante porquê, perguntam vocês. Porque sem estas ideias que nós seres humanos temos para melhorar a nossa curta estadia neste mundo e a dos nossos descendentes, neste momento ainda os pobres padres estariam a escrever livros de uma forma que mais semelhanças tinha com a arte da pintura, a máquina de prensa (ou impressão) não teria sido inventada, Gutenberg nunca teria sido famoso e livros como os conhecemos hoje não existiam. Sim, essas coisas que teimam em espalhar por todos os cantos e que tanto defendem. Algo me diz que no século XV estavam todos a ter esta mesma discussão.

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REVIEW | The Graveyard Book, Neil Gaiman


Título:
The Graveyard Book
Autor: Neil Gaiman
Ano de Publicação: 2008
Sinopse: Nobody Owens podia ser um rapaz absolutamente normal, tirando o facto de viver num cemitério e de ter sido criado por fantasmas e almas penadas sempre guardado por Silas, o guarda solitário que não está nem morto nem vivo. (fonte)

Somos feitos de vontades. Em algumas ocasiões somos comandados por elas, sejam estas mais ou menos benéficas para a nossa pessoa. Relativamente aos hábitos de leitura, algo que muitos consideram um passatempo relaxante, também não conseguimos escapar-lhes. Demorei duas décadas (mais IVA) para conhecer autores em quem poderia confiar nos momentos em que o bichinho da leitura desaparece ou quando os livros da prateleira não chamam a atenção, de modo a conseguir readquirir o fascínio pela magia das palavras. Não é que tenha sido perdido, somente acredito que, de vez em quando, goste de brincar às escondidas com os leitores enquanto a pilha de obras por ler vai aumentando e a vontade diminuindo. Neil Gaiman e o seu imaginário fantástico é um desses autores.

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